terça-feira, 4 de agosto de 2009

Faz hoje150 anos que morreu Santo Cura d'Ars

" Nós tornámo-nos indignos de orar; mas Deus, na sua bondade, permite-nos falar com Ele. A nossa oração é o incenso que mais Lhe agrada."

" Meus filhos, o vosso coração é pequeno, mas a oração dilata-a e torna-o capaz de amar a Deus. A oração faz-nos saborear antecipadamente a suavidade do Céu."

Catequese de São João Maria Vianney
Porquê?

Que mal fiz eu Senhor?

...mas não faz mal, sei que Tu me amas isso basta.

Serei fiel a Ti

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Relação entre Encarnação e Paixão

A encarnação é um dos mistérios centrais da nossa fé.
Em primeiro lugar o acontecimento da encarnação – Deus fez-se homem. A humanidade teve o privilégio de assim ter, na igualdade humana, a presença da própria divindade. O nascimento de Jesus Cristo quer dizer que para nós o poder de Deus, o seu amor e a sua vida, o seu próprio ser, tornou-se carne e sangue. Agora, como um de nós partilha a nossa vida e o nosso amor, as nossas alegrias e as nossas misérias, mesmo as agonias da morte. É em Jesus Cristo que o humano e o divino se encontram. Entramos assim no campo do grande mistério da divindade e da humanidade do próprio Jesus Cristo.
Tenho aqui presente alguns números essenciais o Catecismo da Igreja Católica:
“O acontecimento único e absolutamente singular da Encarnação do Filho de Deus não significa que Jesus Cristo seja em parte Deus e em parte homem, nem que seja resultado da mistura confusa entre o divino e o humano. Ele fez-Se verdadeiro homem, permanecendo verdadeiro Deus. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Esta verdade de fé, teve a Igreja de a defender e clarificar no decurso dos primeiros séculos, perante heresias que a falsificavam”[1].
O acontecimento da Encarnação é essencial para podermos abordar o acontecimento da salvação consumado na paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
“Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus. Ele, que era de condição divina, não se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio, assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte, e morte de Cruz.” (Filip 2, 5-8)
Estas mesmas palavras de S. Paulo aos Filipenses mostra-nos a relação perfeita entre o acontecimento da Encarnação e da Paixão. A sua interligação é perfeita e não é possível dissociá-las.
A realização da vontade do Pai passava precisamente, não apenas pelo facto de ser Filho de Deus, para pelos mistério da Paixão dar aos homens a Salvação prometida.
Não podemos pensar a morte de Jesus desvinculada do seu projecto de trazer a vida e vida em abundância para toda a humanidade. Por isso não se pode desligar ou separar a cruz da Pessoa de Deus, e igualmente olhar a cruz como consequência da vida e da história de Jesus. Assim sendo temos que compreender o caminho de Jesus como um caminho teológico, e ao mesmo tempo entendemos verdadeiramente o que significa seguir Jesus.
A Cruz, no dizer de S. Paulo (1 Cor 1,17-23) continua a ser loucura e escândalo. Mas é por meio da Cruz, e sem Encarnação não pode haver Cruz, que Deus, em Jesus Cristo, salva toda a humanidade. Cristo morreu, mas Ressuscitou de entre os mortos, e essa é a nossa esperança – esperança que dá paz e alegria, esperança que dá coragem para carregar diariamente a cruz, no dia a dia da nossa vida.
A cruz é sinal de vitória e de esperança. Na Sexta-Feira Santa lembramo-nos do que custou a Jesus Cristo conseguir essa vitória para todos nós.
[1] CIC n.º 464

domingo, 5 de julho de 2009

A liturgia de hoje apresenta a dificuldade de acção do profeta, que é rejeitado por muitos. Ser profeta é enfrentar a rejeição, a indiferença, asa perseguições e as angustias, a exemplo de Ezequiel, de Paulo e principalmente de Jesus.Todos nós cristãos somos chamados a ser profetas na nossa comunidade e para tal precisamos de agir com convicção e de nos deixarmos orientar pela Palavra de Deus. A mensagem de Jesus hoje revela isso claramente: quanto mais estamos abertos a Deus, mais Ele age em nós.

"porque, quando sou fraco, então é que sou forte"

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Beato Pio IX


Amanhã é dia exame de história da Igreja Contemporânea, onde vou defender o meu trabalho com o titulo " Pio IX, Sobre a cúpula de São Pedro acendeu-se, na escuridão da noite uma imensa cruz de fogo"

Escolhi este trabalho porque Pio IX me fascinou com o seu zelo apostólico, soube dar sempre primazia absoluta a Deus e aos valores espirituais

Mastai Ferrati, viveu o pontificado mais longo de todos os Papas

Preso, espoliado de tudo, nunca vergou perante as afrontas que lhe eram feitas.

Que o Beato Pio IX me ilumine com a força do Espírito Santo para poder concluir este trabalho, com toda a dignidade que merece.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Creio no Espírito Santo, Creio na Igreja; que relação?

Creio no Espírito Santo – Creio na Igreja
“A missão de Cristo e do Espírito Santo completa-se na Igreja, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo. Esta missão conjunta associa, a partir de agora, os fiéis de Cristo à sua comunhão com o Pai no Espírito Santo: o Espírito prepara os homens e previne-os com a sua graça para os atrair a Cristo. Manifesta-lhes o Senhor Ressuscitado, lembra-lhes a sua Palavra e abre-lhes o espírito à inteligência da sua morte e da sua Ressurreição. Torna-lhes presente o mistério de Cristo, principalmente na Eucaristia, com o fim de os reconciliar, de os pôr em comunhão com Deus, para os fazer dar muito fruto.
Assim, a missão da Igreja não se acrescenta à de Cristo e do Espírito Santo, mas é o sacramento dela: por todo o seu ser e em todos os seus membros, é enviada para anunciar e testemunhar, actualizar e derramar o mistério da comunhão da Santíssima Trindade.” (CIC 737 – 738)
O texto do Catecismo da Igreja Católica manifesta, numa bela síntese, a relação entre o Espírito Santo e a Igreja.
Jesus não só está na origem histórica da Igreja, como também uma vez, ressuscitado, é o princípio permanente da coesão e vida da Igreja, por meio do Espírito Santo. Com efeito, “consumada a obra que o Pai confiou ao Filho para Ele cumprir na terra, foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes, para que santificasse continuamente a Igreja “ (LG 4).
Dando esta vida, o Espírito Santo:
- conduz os homens pecadores pelo arrependimento e pelo Baptismo à comunhão universal daqueles que são perdoados;
- dá testemunho através da Igreja da verdade do Evangelho e torna-o digno de fé para os homens;
- edifica a Igreja, em todo os lugares com a proclamação da Palavra e da celebração da Eucaristia;
- mantém a Igreja na comunhão e na continuidade com o Povo de Deus, em todos os tempos e em todos os lugares;
- dispõe a Igreja a acolher e a utilizar a grande diversidade dos dons que Deus concedeu aos seus membros para a realização da vida humana;
- dá à Igreja, quando está unida, a capacidade de agir como um fermento na sociedade para a renovação e a unidade da humanidade.
Temos assim em conta o grande papel do Espírito na edificação da Igreja. A presença silenciosa do Espírito alenta e santifica perenemente a Igreja, vivifica-a e renova-a no seu interior, une-a a Cristo e ao Pai, edifica a comunhão em todos os seus níveis, inspira as suas decisões, guia os seus passos para a verdade plena.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

“ A minha relação com o silêncio”

Sempre tentei refugiar-me no silêncio, para me encontrar comigo, descobrir-me questionar, deixar correr as minhas lágrimas que só o silêncio conhece. Na vida agitada de alguns anos passados, sempre senti necessidade de me retirar e ir ao encontro do silêncio porque sei que nele encontro sempre, “o companheiro” da descoberta de Deus.
No silêncio a nossa relação torna-se mais familiar, íntima e Paternal.
Agora, mais que nunca, o ter passado mais tempo em silêncio, cada vez sinto uma relação íntima e estreita com ele, dá-me tranquilidade, serenidade para melhor entender o que Jesus quer de mim.
No silêncio consigo encontrar paz, tranquilidade. Deixar-me invadir por ele é benéfico pois consigo com mais facilidade ouvir o sussurrar no meu ouvido a voz meiga e suave do Senhor Jesus.
Quando no silêncio aos pés da Mãe, Maria Santíssima me ajoelho sinto o afável carinho maternal, uma alegria que quase se pode tocar, mas só no silêncio e em silêncio se consegue.
O silêncio serve-me de refúgio retemperador físico e Espiritual sempre foi e será o meu “calmante”.
Sou um homem sociável, gosto de viver socialmente isso não me aflige, mas esta sociedade do corre-corre do barulho, sem tempo e horas para nada cada vez mais me leva a procurar o silêncio
Dou-me muito bem com o silêncio, não me cansa.
Convido-vos a fazer experiencia.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

Senhor Jesus Cristo, Tu és o pão da vida !
Quem comer deste pão viverá, eternamente.
Nós te agradecemos esta promessa e esta oferta.
Cristo pão da vida, tua presença é tão necessário em nosso caminho através do tempo, principalmente quando estamos cansados e fracos, quando não temos coragem de nos comprometer em favor da paz, quando não aceitamos as nossas limitações e fraquezas…
Nestes momentos, Jesus, fica bem perto de nós a fim de que possamos aceitar o sofrimento com amor.
E que sobre o nosso sofrimento e a nossa compaixão se possa sentir a tua bênção de paz.

domingo, 7 de junho de 2009

Festa da Santíssima Trindade


Neste dia digamos não só com os lábios mas também com o coração



Santíssima Trindade, Pai, Filho, e Espírito Santo:
Adoro-Vos profundamente e ofereço-vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de
Jesus Cristo presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios
e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do seu Santíssimo
Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

«O Bom Papa João»


«O bom Papa João», assim era carinhosamente chamado o Papa João XXIII, nascido a 23 de Novembro 1881. No meio de uma enorme floração ecuménica e com o Concilio em pleno funcionamento, morre a 3 de Junho de1963.

Foi Beatificado em 3 de Setembro de 2000.


" Nunca hesites em estender a mão;

Nunca hesites em aceitar a mão

que o outro te estenda"


João XXIII