sábado, 8 de dezembro de 2012

Peçamos a Maria


. Por agora, peçamos a Maria, que nos dê a chave da fé; que nos abra a porta do impossível; que nos abra aquelas portas, que, todos os dias, se fecham para nós, com o desemprego, os negócios encalhados, tantos diálogos familiares bloqueados. Maria abre-nos, com certeza, a porta, mas deverá perguntar-nos: “já entraste, decididamente, por essa porta da fé, ou só espreitaste por ela”? Neste Natal, Deus bate, uma vez mais, à nossa porta, e espera encontrá-la aberta, de par em par. O desafio deste ano ganha ainda mais força, na palavra e no testemunho de Maria, que não cessa de nos dizer: “Abri nos corações a porta da fé”!

Imaculada Conceição


Entre todos os santos, que caminham entre nós, Maria destaca-se, como a mais santa, das moradas do altíssimo, a cheia de graça, onde não há sombra de pecado. Neste ano, tão especial, a Igreja não deixa de olhar para Maria, como “a mais pura realização da fé” (CIC 149). O «sim» de Maria traduz, ao vivo, o verdadeiro ato de entrega e de confiança, que é típico da fé. Maria é, pois, entre todas, a mais bela criatura humana que responde e corresponde, inteira e livremente, à Palavra de Deus. Ela é a primeira entre os crentes. Vamos reacender a vela da 1ª semana da coroa de advento, cantando a parte do Hino do Ano da Fé, que exalta a fé de Maria.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Santo Ambrósio


Celebramos hoje Santo Ambrósio Santo Ambrósio nasceu em Treves, no ano de 340. Sua figura extraordinária é um símbolo para todos os tempos. Nem era batizado quando foi escolhido bispo de Milão, devido à sua capacidade de manutenção da ordem pública e da condução da população à paz. Foi muito conhecido por sua ação pastoral, política e litúrgica, além de tornar-se um dos autores mais aceitos da Igreja em seu tempo e talvez até hoje. Entre os seus escritos, temos “Os deveres dos ministros”, onde demonstra que o cristianismo pode assimilar, sem perigo, o significado da Boa Nova, os valores morais que o mundo pagão soube expressar. Distinguiu-se também por sua firmeza diante das injustiças de seu tempo.
Santo Ambrósio morreu em Milão no dia 4 de abril de 397

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

João Batista, o profeta do Advento


Uma das grandes estrelas das narrações do Advento e do Natal, João Batista. Consideremos juntos alguns detalhes da vida de João e vejamos por que é tão bom modelo para nós. João Batista não tem travas na língua. Dizia o que pensava e o que precisava. Hoje nos dirigirá palavras igualmente cruas: tocarão diretamente os pontos fracos das nossas vidas. João Batista pregava o arrependimento com credibilidade porque antes amava a Palavra de Deus, que havia escutado no coração de seu próprio deserto. Escutou, experimentou e viveu a palavra libertadora de Deus no deserto. Sua eficácia no anúncio desta palavra se devia ao fato de que sua vida e sua mensagem eram uma só coisa. A incoerência é uma das coisas mais desalentadoras que temos de enfrentar em nossas vidas. Quantas vezes as nossas palavras, os nossos pensamentos e nossos gestos não são coerentes! Os verdadeiros profetas de Israel  ajudam-nos a lutar contra toda forma de incoerência. Ao longo de toda a história bíblica, os líderes e visionários foram ao deserto para ver com mais clareza, para escutar com atenção a voz de Deus e descobrir outras maneiras de viver. A palavra hebraica para dizer deserto, «midvar», deriva de uma raiz semítica que significa «levar o rebanho ao pasto». «Eremos», a palavra grega utilizada para traduzir «midvar», indica um lugar desolado, pouco povoado, e em seu sentido mais estrito, um terreno abandonado ou deserto. O termo «deserto» tem dois significados diferentes, mas ligados, que fazem referência a algo selvagem e intrigante. Foi precisamente esta dimensão de desconhecido (intrigante) e descontrolado (selvagem) que levaram ao atual termo «deserto». Mas há também outra maneira de compreender o sentido da palavra «deserto». Uma análise atenta da raiz da palavra «midvar» revela a palavra «davar», que significa palavra ou mensagem. A noção hebraica de deserto é, portanto, um lugar santo, no qual é possível escutar, experimentar, viver em liberdade a Palavra de Deus. Vamos ao deserto para escutar a Palavra de Deus, de uma maneira desapegada e completamente livre. O Espírito de Deus permitiu que os profetas experimentassem a presença de Deus. Deste modo, eram capazes de compartilhar as atitudes, os valores, os sentimentos e as emoções de Deus. Este dom lhes permitia ver os acontecimentos de sua época como Deus os via e ter os mesmos sentimentos de Deus diante deles. Compartilham a cólera de Deus, sua compaixão, sua pena, sua decepção, sua repulsa, sua sensibilidade pelas pessoas e sua seriedade. Não viviam estas experiências de maneira abstrata, mas animados pelos mesmos sentimentos de Deus diante dos acontecimentos concretos de sua época. João Batista é o profeta do Advento. Com freqüência é representado apontando com o dedo Aquele que deve vir, Jesus Cristo. Se, seguindo o exemplo de João, preparamos o caminho do Senhor no mundo de hoje, as nossas vidas se converterão também em dedos de testemunhas vivas que mostram que é possível encontrar Jesus, e que está perto. João ofereceu às pessoas de sua época uma experiência de perdão e de salvação, sabendo muito bem que não era o Messias, o que podia salvar. Permitimos aos demais que façam a experiência de Deus, do perdão e da salvação? João Batista veio para ensinar-nos que há um caminho que nos tira das trevas, da tristeza do mundo e da condição humana, e este caminho é o próprio Jesus. O Messias vem para salvar-nos das forças das trevas e da morte, e nos leva pelo caminho da paz e da reconciliação para que voltemos a encontrar nosso caminho para Deus. O teólogo jesuíta Karl Rahner, hoje falecido, escreveu em uma ocasião: «Temos de escutar a voz do que nos chama no deserto, ainda que reconheça: não sou o Messias. Não podeis deixar de escutar esta voz ‘porque não é mais que a voz de um homem’. Do mesmo modo, vós tao pouco podeis deixar de lado a mensagem da Igreja porque a Igreja ‘não é digna de desatar a correia das sandálias de seu Senhor, que a precede’. Nós nos encontramos, de fato, ainda no Advento». Talvez não tenhamos o luxo de viajar ao deserto da Judéia, nem o privilégio de fazer um retiro de Advento no deserto do Sinai. De qualquer forma, podemos certamente encontrar um pequeno deserto no meio das nossas atividades e do barulho da semana. Vamos a esse lugar sagrado e deixemos que a Palavra de Deus nos interpele, que nos cure, que volte a orientar-nos, a levar-nos ao coração de Cristo, de quem esperamos a vinda neste Advento.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Deus da paciência e da consolação.


Deus da paciência e da consolação: Tu não Te cansas de nos esperar, e dás-nos todo o tempo do mundo, para nos acolheres, escutares e falares ao coração! A tua bondade convida-nos a voltar para Ti, para encontrarmos em Cristo Jesus, Teu Filho, a harmonia dos nossos sentimentos, tão dispersos! Deus da paciência e da consolação: ensina-nos, em casa e em família, a termos tempo uns para os outros! Torna-nos capazes de falarmos ao coração, de calarmos e de dizermos, de corrigirmos e de consolarmos, em tudo e sempre, só por amor! Deus da paciência e da consolação: Dá-nos a coragem de todos os dias, para reatar, entre nós e conTigo, um diálogo sincero e humilde, respeitador e pacífico, de modo que as dificuldades frutifiquem a paciência,

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ADEVENTO


: Eis-nos em Advento! Em expetativa! Em esperança! Num tempo em que todos os indicadores económicos e sociais são, no dizer do próprio evangelho, “de angústia e de pavor”, nós queremos erguer e levantar a cabeça, para caminhar ao encontro do Senhor, que vem até nós! Queremos, neste advento, olhar o céu, abrir o coração à fé, dilatar o coração na esperança, progredir no amor. Para isso, somos desafiados a deixarmo-nos guiar, pelas Estrelas, que nos conduzem no caminho da fé.

“Caminhamos carregados de esperas, vagueando na noite! E Tu vens ao nosso encontro em cada dia! És para nós, o Filho do Altíssimo! Com os santos, que caminham entre nós, Senhor, nós Te pedimos: Aumenta. Aumenta a nossa fé!”

Caminhamos carregados de esperas.


São Francisco Xavier


A Igreja que na sua essência é missionária, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. No Oriente, São Francisco Xavier destacou-se com uma santidade que o levou a ousadia de fundar várias missões, a ponto de ser conhecido como "São Paulo do Oriente". Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de abril de 1506, sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor. Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade; e que sempre repetia ao novo amigo: "Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?" Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão; o resultado se vê no fato de ter se tornado cofundador da Companhia de Jesus. Já como Padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades, ao avançar para o Japão, submeteu-se em aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar um Cristo encarnado. Ambicionando a China para Cristo, pôs-se a caminho, mas em uma ilha frente a sua nova missão, veio a falecer por causa da forte febre e cansaço. Esse grande santo missionário entrou no Céu com quarenta e seis anos, e percorreu grandes distâncias para anunciar o Evangelho, tanto assim que se colocássemos em uma linha suas viagens, daríamos três vezes a volta na Terra. São Francisco Xavier, com dez anos de apostolado, tornou-se merecidamente o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha do Menino Jesus. São Francisco Xavier, rogai por nós!

Senhor, aqui estou. Que queres que eu faça? Envia-me para onde quiseres