quinta-feira, 6 de março de 2014

Oração perseverante, humilde e audaz.


Cristo é a salvação e a esperança para cada homem. Nós estamos chamados a anunciá-Lo com a nossa existência diária; devemos ser “sal” e “luz” para os homens e as mulheres de hoje; com a nossa vida exemplar devemos reflectir a luz de Cristo e ser “fermento” de esperança para a humanidade; devemos ser luz e conforto para cada pessoa que encontremos no nosso caminho. Mas é impossível amar como Cristo amou, se Ele mesmo não ama em nós; é impossível seguir Cristo Jesus, se Ele mesmo não vier viver dentro de nós; comunicando-nos o Espírito Santo, Ele entra na nossa existência e vive connosco, a tal ponto que cada cristão possa dizer com S. Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal 2, 20). E isto não é possível sem oração; a salvação é obra da graça de Deus, e esta não se consegue sem oração: “Se Deus não edifica a casa, em vão trabalham os que a edificam; se Deus não guarda a cidade, em vão a guardam as sentinelas” (Salmo 126, 1).

segunda-feira, 3 de março de 2014

Devemos fazer sempre o que pede o coração.


«Faz o que te pede o coração»! É a resposta de Natã ao Rei David. O rei, pastor e poeta, desassossegado com o desconforto de Deus, sonha um casa para o Senhor. Projeta construir um espaço, encontrar um lugar digno, onde o seu Deus possa habitar e permanecer. A tenda, morada itinerante, parecia-lhe desajustada à condição forte do Todo-Poderoso. Mas Deus parece desconcertar David, nos seus bons intentos. Parece mesmo preferir a condição peregrina da Tenda à estrutura pesada do Templo. Talvez a indicar a David, que não há lugar que a prenda, não há espaço que o limite, não há também para Ele morada permanente... Ou talvez, nesta recusa de Deus em se deixar enclausurar dentro de quatro paredes, o Senhor sugira a David que outra é a morada da sua preferência, outro o seu habitat natural, outro o seu espaço vital. «Faz o que te pede o coração» poderá indiciar outra resposta: faz o que queres, mas fá-lo em teu coração. Sim. É o coração do Homem a morada de Deus, o seu espaço mais recôndito.

Será THEOS o mesmo que ABBA


Theos – significando Deus, o mostrar da vida íntima de Deus. O Novo Testamento grego usa esta expressão singular da palavra Deus, que algumas vezes aparece no plural (ho Theoi). O plural é usado para o hebraico “Elohim” ou o aramaico "Elahin", que é usado várias vezes no Antigo e Novo Testamentos para indicar os diferentes níveis de divindade experimental nos outros reinos, subordinados ao verdadeiro Deus (YHWH). No livro de Daniel, a palavra plural para Deus é usada treze vezes (Daniel 2:47). Jesus fala aos seus ouvintes em João 10:34,35, "Eu disse: Vós sois deuses", sugerindo que os santos são deuses embrionários. Embora geralmente se utilize a forma singular, ela é normalmente expandida com expressões tais como [Ho] Theos [Ho] Aiônios — o Deus Eterno, e Ho Theos Ho Hypsistos — o Deus Altíssimo. Abbá – “Abbá” significa “Pai” em hebraico. “Abbá, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Mas não se faça o que Eu quero, e sim o que Tu queres.” (Mc 14, 36) Jesus revelou que Deus é “Pai” num sentido inédito: não o é somente enquanto Criador: é Pai eternamente em relação ao seu Filho único, o qual, eternamente, só é Filho em relação ao Pai. “Vós não recebestes um Espírito de escravos para recair no medo, mas recebestes um Espírito de filhos adoptivos, por meio do qual clamamos: Abbá! Pai!” (Rom 8,15) Theos revela-nos a divindade – Abbá revela-nos a proximidade, o relacionamento dos homens com Deus, somos filhos de Deus. Só S. Marcos nos conserva na própria língua original a exclamação filial de Jesus ao Pai: “Abbá ” que é o nome com que os filhos se dirigem intimamente a seus pais, uma confiança filial semelhante é a que há-de ter todo o cristão na sua vida, e de modo especial na oração.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A Poda

Po
daram as vinhas
Só deixaram algumas varas agarradas as cepas. As vides foram todas queimadas.
As videiras parecem mortas.
Despidas feias para serem admiradas.
Mas, das feridas dos cortes, começarão a romper daqui a alguns dias, os primeiros rebentos.
É a vida que recomeça. Mais exuberante e mais bonita que antes.
Aquelas videiras estavam vivas e aquela pode deu-lhe mais vigor.
Assim se passa connosco.
Se estamos vivos, as podas só podem renovar e provocar o nascimento de novos frutos.
Mesmo se muitos cortes sangram e parecem morrer, se estivermos vivos, voltaremos a florir como nunca na nossa relação com Jesus.
Se estivermos vivos...
"Senhor corta os ramos certos... E sê Tu o médico das minhas feridas e o dador da vida nova.
Senhor, Tu que sabes, poda..."

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Vazio por Amor

Todos os dias encontramos pessoas que nos acompanham no caminho da vida.  Algumas são conhecidas, outras nem por isso.
Histórias encontradas e que ficaram impressas no meu coração.
A gente não passa por mim anónima; não consigo fingir e dizer que não a conheci no íntimo do meu coração.
No entanto, o Senhor pede- nos que não tenhamos"recordações e pensamentos negativos" depois de um encontro.
Pede o corte e o vazio, para poder vê-lo unicamente nas almas mais próximas.
Saber ver em cada irmão um "Cristo fervoroso" é desejar que Cristo cresça nele em sabedoria, idade e graça.
Está é a pureza interior com que o Senhor nos convida a viver: que vejamos em cada rosto aquele de um Filho. E basta.
Só então crescerá uma unidade total e autêntica com os irmãos que encontramos todos os dias.

Santo do dia

São PorfírioNascido do ano de 353 em Tessalônica da Macedônia, Porfírio foi muito bem formado pelos seus pais, numa busca de piedade e vontade de Deus. Com 25 anos foi para o Egito, onde viveu a austeridade. Depois, seguiu para a Palestina, vivendo como eremita por 5 anos. Devido a uma enfermidade seguiu para Jerusalém, onde se tratou.
São Porfírio percebia que faltava algo. Ele tinha herdado uma grande fortuna, e já tendo discípulos – que vendo a ele seguir a Cristo, também quiseram seguir nosso Senhor nos passos dele – ele ordenou que esses discípulos fossem para Tessalônica e vendessem todos os bens. Ele então, pôde dar tudo aos pobres.
Ele estava muito doente, mas através de uma visão, o Senhor o curou. Mais tarde, passou a trabalhar para ganhar o ‘pão de cada dia’, sempre confiando na Divina Providência.
O Patriarca de Jerusalém o ordenou sacerdote, e depois Bispo em Gaza, tendo grande influência politica e na religiosidade de todo o povo. Por meio do Espírito Santo e das autoridades, conseguiu que os templos pagãos fossem fechados, e os ídolos destruídos. Não para acabar com a religiosidade, mas para apontar a verdadeira religião: Nosso Senhor Jesus Cristo, único Senhor e Salvador.
Faleceu no século V, deixando-nos esse testemunho: nossa fé, nossa caridade, precisam ter uma ressonância dentro e fora da Igreja, para a glória de Deus e Salvação de todas as pessoas.
São Porfírio, rogai por nós!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Correr A Amar

Correr.
Correr sem parar percorrendo a estrada do amor.
Ter mo coração a ânsia e o desejo de amar o próximo.
Correr e amar.
Pôr-se a servir, sem esperar pelo momento mais oportuno ou pela melhor atitude interior. Só existe o momento presente para amar.
O que acontece antes é protagonizado pela misericórdia de Deus. O que acontece depois, é-o pela Sua Providência.
De nada serve ter amado durante anos a fio se não se ama aqui e agora.
E não há desculpas para não amar, nem em nós, nem no nosso irmão.
Recorde-se que "que Deus ama quem dá com alegria". Tudo o que não é vivido e dado com alegria, é feito com constrangimento, contra vontade, sem coração.
A alegria é a medida do amor.
Não esperamos mais tempo para viver assim.
 

O homem e Deus

Antes pensava-se e acreditava-se que, afastando Deus e sendo autónomos, seguindo somente as nossas ideias, a nossa vontade, nos tornaríamos realmente livres, podendo fazer quanto quiséssemos sem que ninguém pudesse dar-nos alguma ordem. Mas, onde desaparece Deus, o homem não se torna grande; ao contrário, perde a dignidade divina, perde o esplendor de Deus no seu rosto. No fim resulta somente o produto de uma evolução cega e, como tal, pode ser usado e abusado. Foi precisamente quanto a experiência desta nossa época confirmou. Somente se Deus é grande, o homem também é grande. Com Maria devemos começar a entender que é assim. Não devemos distanciar-nos de Deus, mas tornar Deus presente; fazer com que Ele seja grande na nossa vida; assim também nós nos tornamos divinos; todo o esplendor da dignidade divina então é nosso. Apliquemos isto à nossa vida. É importante que Deus seja grande entre nós, na vida pública e na vida privada. Na vida pública é importante que Deus esteja presente, por exemplo, através da Cruz nos edifícios públicos, que Deus esteja presente na nossa vida comum, porque somente se Deus está presente temos uma orientação, uma estrada comum; se não os contrastes tornam-se inconciliáveis, deixando de existir o reconhecimento da dignidade comum. Tornemos grande Deus na vida pública e na vida privada. Isto quer dizer, dar espaço todos os dias a Deus na nossa vida, começando de manhã com a oração, e depois dando tempo a Deus, dando o domingo a Deus. Não perdemos o nosso tempo livre se o oferecermos a Deus. Se Deus entra no nosso tempo, todo o tempo se torna maior, mais amplo, mais rico.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Boa noite.

Estou aqui! Lembro- me de uma passagem da carta aos Hebreus"... Entretanto no mundo, Cristo disse: Eis que vim , senhor para fazer a tua vontade". É este o novo sacrifício da nova aliança trazido por Jesus. Também eu, em todas as pequenas ou grandes dores, em todas as alegrias,má saúde e na doença, posso dizer a Deus: Estou aqui. A minha coragem consistirá então em dizer-lhe sim, com a mão dada Àquele que Ama mais do que ninguém. Não sei o que me espera, mas sei que vou estar em belíssima companhia. Santa noite. Abraço.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

No Evangelho de Hoje, S. Lucas


Lucas realça o modo como a multidão escutava «a palavra de Deus». Deste modo, remete-nos para a comunidade eclesial que vive a sua fé colocando no centro de si mesma «a palavra de Deus» e, ao mesmo tempo, Jesus como Palavra da revelação e a pregação apostólica. Lucas também realça que Jesus, «sentando se, dali se pôs a ensinar a multidão». Também este pormenor nos leva a considerar a narração evangélica como intimamente ligada à vida da primitiva comunidade cristã, em que a passagem da evangelização à catequese era normal e permanente. «Porque Tu o dizes, lançarei as redes»: Lucas sublinha a autoridade da palavra de Jesus. Sabemos que toda a palavra que saía da boca de Jesus, para os Apóstolos ou para a multidão, estava carregada de especial autoridade: «Que palavra é esta? Ordena com autoridade e poder aos espíritos malignos, e eles saem!» (4, 36). «Depois de terem reconduzido as barcas para terra, dei¬xaram tudo e seguiram no». Esta expressão alerta para o radicalismo evangélico. Lucas quer indicar que o seguimento de Jesus implica, não só uma opção pessoal, mas também a decisão de se desapegar de tudo aquilo que, de algum modo, possa enfraquecer a adesão a Jesus.