domingo, 9 de setembro de 2012

EFFATHÁ


palavra «effathá, abre-te», foi-nos dita, precisamente, no dia do Batismo e nunca mais deixa de ressoar nos nossos corações, com um desejo expresso pela voz da Igreja: «O Senhor Jesus, que fez ouvir os surdos e falar os mudos, te dê a graça de, em breve, poderes ouvir a sua Palavra e professar a fé, para louvor e glória de Deus Pai» (Ritual do Batismo, 65-66;101). Na verdade, cristãos surdos à Palavra serão como tartamudos a anunciar o evangelho. Por isso, «Effatá, abre-te», é a palavra-chave, para a vida e para o Ano da fé! Eis o que tenho a dizer-vos, com toda a alma: “abri nos corações a porta da fé”!

Ir ao coração da


Ir ao coração da fé, implica abrir no coração a porta da fé. Por isso, a palavra de Cristo, é um bater à porta do coração, com um apelo incisivo: Abre-te. Abre-te a Cristo, abre-te aos outros, abre-te todo, a todos e a cada um! É o desafio de Jesus, que se aproxima de nós, para nos desamarrar dos nossos medos, para nos abrir os ouvidos à sua Palavra e nos fazer proclamar as maravilhas de Deus. Em cada Eucaristia, Jesus vem até nós, nós vamos até Ele e Ele nos forma e transforma e nos conforma à sua imagem! Abramos o nosso coração ao toque da sua ternura, para acolhermos a sua misericórdia:

VOLTEI

Effatha

domingo, 29 de julho de 2012

Com o Evangelho de hoje

Passemos para o outro lado do mar! E retiremo-nos, para o monte, com Jesus e como Jesus! Da brisa plana do mar imenso, subamos às alturas da montanha, para assim “chegar com um dedo ao céu”. Do Mar ao Marão, bem pode chegar a deus a nossa oração! O Evangelho deste domingo põe em evidência a dupla faceta do monte: ele é lugar de intimidade entre Jesus e os seus discípulos, na oração e no repouso; e é, ao mesmo tempo, lugar onde a multidão sobe, para experimentar a convivialidade, na partilha do pão!

Pode parecer-nos que esta dupla dimensão, da oração e da partilha, não tenha nada a ver, uma com a outra. Mas o evangelho esclarece-nos: antes, durante e depois do milagre da partilha do pão, está Jesus em oração: Diz, ao início, o evangelho que “Jesus subiu ao monte e aí sentou-se com os discípulos” (Jo.6,3), num primeiro momento de intimidade e oração. Logo depois, diz que ao receber de André o pouco que havia, “Jesus tomou os pães e deu graças” (Jo.6,11) numa oração de bênção e louvor, porque o pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada. E já no final, o evangelista deixa esta nota: “Jesus retirou-se novamente sozinho para o monte” (Jo.6,15). Assim, a oração está antes, durante e depois da ação. Porque a oração não é só uma questão de nos pormos a dizer palavras e a pedir ajuda a Deus; a oração é verdadeiramente “a experiência que abre o nosso coração a Deus, e assim gera também criatividade na busca de soluções” (Bento XVI, VII Encontro Mundial das Famílias, Festa dos Testemunhos, 2.06.2012). Jesus ensina-nos assim, uma dupla estratégia, no combate à pobreza e na resolução das dificuldades: fazer as coisas como se tudo dependesse de nós, com empenho e dedicação; e depois fazê-las como se tudo dependesse de Deus, com prontidão e confiança!
Isto mesmo respondeu Bento XVI, a uma pergunta de um casal da Grécia, no VII Encontro mundial das Famílias em Milão, a respeito do que seria possível fazer pelas famílias mais afetadas pela presente crise. Disse o Papa: “cada um procure fazer tudo o que lhe é possível; pense na família e nos outros, com um grande sentido de responsabilidade, sabendo que os sacrifícios são necessários para avançar. Que podemos fazer nós”? E sugeriu: “que realmente uma família assuma a responsabilidade de ajudar outra família”.

XVII Domingo do tempo Comum

«Deus é a força e o vigor do seu Povo»! Famintos e cansados, vimos ao lugar do repouso, onde o Senhor nos senta à mesa com Ele para nos dar uma palavra de reconforto e para nos repartir o pão que restaura as nossas forças. Para o fazermos de mãos limpas e coração puro, invoquemos a sua misericórdia!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

São Joaquim e Sant`Ana

Com alegria celebramos hoje a memória dos pais de Nossa Senhora: São Joaquim e Sant'Ana.

Em hebraico, Ana exprime "graça" e Joaquim equivale a "Javé prepara ou fortalece".

Alguns escritos apócrifos narram a respeito da vida destes que foram os primeiros educadores da Virgem Santíssima. Também os Santos Padres e a Tradição testemunham que São Joaquim e Sant'Ana correspondem aos pais de Nossa Senhora.

Sant'Ana teria nascido em Belém. São Joaquim na Galileia. Ambos eram estéreis. Mas, apesar de enfrentarem esta dificuldade, viviam uma vida de fé e de temor a Deus.

O Senhor então os abençoou com o nascimento da Virgem Maria e, também segundo uma antiga tradição, São Joaquim e Sant'Ana já eram de idade avançada quando receberam esta graça.

A menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até ao tempo do noivado com São José. A data do nascimento e morte de ambos não possuímos, mas sabemos que vivem no coração da Igreja e nesta são cultuados desde o século VI.


São Joaquim e Sant'Ana, rogai por nós!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vinde Comigo.....

«Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco» (Mc.6,31)! É Cristo, o Bom Pastor, que se compadece de nós e nos leva a descansar, nos conduz e nos prepara a mesa da abundância. Aqui reconforta a nossa alma. Vamos na escuta da sua palavra e ao abrigo da sua presença, celebrar o Domingo do nosso repouso, da nossa paz e da nossa alegria!

Leve Cristo consigo

Aprendamos, pois, a fazer férias de outra maneira. Para recuperar de novo a vida, não basta visitar novos países, descobrir paisagens desconhecidas ou entabular novas amizades! A novidade deve vir de dentro para fora e não de fora para dentro! Há, na verdade, um descanso que só se pode encontrar, no mistério de Deus, acolhido no nosso coração e seguindo os passos de Jesus e na sua companhia! É Ele o paraíso das nossas férias de sonho! E parece dizer-nos, com sentido novo: «Este ano, vá para fora cá dentro»…

domingo, 15 de julho de 2012

Hoje é Domingo

Bendito seja Deus! Assim começa o hino de louvor, com que o Apóstolo Paulo nos convida a contemplar a beleza e a riqueza do imenso mistério de amor, com que Deus nos cria e nos salva. De algum modo, somos desafiados a abrir o livro da criação e o livro das Escrituras, para nos maravilharmos com o pormenor com que Deus nos chama à vida e nos conduz no amor. Na debilidade do nosso coração, confiemo-nos à fortaleza da misericórdia divina:

segunda-feira, 9 de julho de 2012