quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Senhor


Senhor quantas constantes promessas de fidelidade, de amor, de entrega, Te fiz e Te faço todos os dias. E quantas vezes Te nego nas minhas atitudes, nos meus gestos, nas minhas palavras, nos meus pensamentos, nos juízos que faço dos outros? Volta para mim, Senhor, para todos, o teu olhar misericordioso, aquele mesmo olhar que dirigiste a Pedro e abriu o seu coração ao arrependimento sincero e verdadeiro. Dá-nos, Senhor, dá-me, um verdadeiro dom de arrependimento, um profundo dom de contrição, que nos leve à união permanente no teu amor. Amen. .

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Escuta-me Senhor


Escuta a minha oração, Senhor, não me deixes sozinho no longo e difícil caminho da minha vida! Não importa que avancem contra mim inimigos, doenças, calúnias, em ti coloco minha confiança e meu amparo. Quando sinto sobre mim o peso da insegurança, quando não enxergo o meu futuro, quando sozinho enfrento a luta contra o mal, vem, Senhor, em meu socorro e sustenta a minha fraqueza! Longe de mim o medo da noite e do mal, perto esteja tua luz e esperança, fortalecendo o meu caminho. Contigo, Senhor, não tenho medo, porque tu me amas e sou precioso aos teus olhos. Guarda-me como a tua pupila, esconde-me na tenda do teu coração... Contigo, Senhor, caminharei seguro na incerteza da vida. No fim da estrada sempre tu me esperas, e com amor, perdoas meus pecados.

Senhor


Senhor, Tu me deste a liberdade de dizer sim ou não; a liberdade de escolher entre diversos caminhos; a liberdade de dominar minhas próprias forças; a liberdade de configurar meu próprio futuro; a liberdade de acolher ou rejeitar tua vontade. Tu vês o íntimo de meu coração. Tu conheces quão fraca é minha vontade. Tu conheces as lutas contra as forças dentro de mim mesmo, que querem roubar-me a liberdade. Tu conheces as redes postas por aqueles que querem a minha queda. Tu conheces os lugares feridos de minha alma que, por causa de meus pecados, são tão vulneráveis. Senhor, liberta-me das coisas que roubam minha liberdade. Senhor, liberta-me das pessoas que escravizam meu eu. Senhor, liberta-me dos projetos que impedem o melhor em mim. Senhor, liberta-me do que os outros pensam ou têm. Senhor, prende-me a Ti, para que eu me torne livre da tortura de estar amarrado ao meu eu. Karl-Heinz Menke

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quaresma


Quaresma é o período de 40 dias de penitência que precedem a festa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Como 40 dias se, contando, medeiam 46 entre a Quarta-feira de Cinzas e a Páscoa? Simplesmente porque os domingos não podem ser dias de penitência, de modo que são excluídos da contagem. Cada domingo é uma pequena Páscoa, “dia em que, por tradição apostólica, celebra-se o mistério pascal” (cânon 1.246 do Código de Direito Canônico), devendo ser evitada qualquer atitude que exprima tristeza. Assim, descontados os domingos entre a Quarta-feira de Cinzas e a Páscoa da Ressurreição medeiam 40 dias. Segundo São Roberto Belarmino e Cornélio a Lápide, foram os próprios apóstolos quem instituíram a Quaresma, para nos prepararmos dignamente a fim de celebrar a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, a máxima festa do Cristianismo. Os 40 dias da observância quaresmal são carregados de simbolismo. 40 dias e 40 noites Nosso Senhor passou em rigoroso jejum no deserto (cf. Mt 4,1-2; Mc 1,12-13; Lc 4,1-2). Também por 40 anos o povo de Israel errou pelo deserto, antes de entrar na Terra Prometida (cf. Dt 8,2). 40 é o número das virtudes cardeais (quatro: castidade, paciência, justiça e prudência) e dos evangelistas, multiplicado pelo número dos Dez Mandamentos. A Quaresma é, finalmente, um grande símbolo de nossa vida terrena que, no fim das contas, não passa de uma preparação para a nossa própria Páscoa – «Memento, homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris» (Gn 3,19): "Lembra-te, homem, que és pó, e em pó te hás transformar". Assim, a Quaresma é um tempo favorável à prática penitencial da Igreja. Conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC), «esses tempos são particularmente apropriados aos exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às peregrinações em sinal de penitência, às privações voluntárias como o jejum e à esmola, à partilha fraterna (obras de caridade e missionárias)» (CIC, número 1.438). É um tempo de renascimento espiritual e de renovação na fé, no qual se pede aos fiéis maior interesse pelas coisas divinas, uma frequência mais assídua à Santa Missa e aos ofícios litúrgicos, maior correção nas próprias ações e um auto controle das suas próprias paixões e sentimentos.

Quaresma


Quero começar o falar sobre o significado e como viver a Quaresma com um trecho do sermão de São Leão Magno, Papa: “Meus caros irmãos, entramos na Quaresma, isto é, em uma fidelidade maior ao serviço do Senhor. É como se entrássemos em um combate de santidade. Então preparemos nossas almas para o combate das tentações e saibamos que quanto mais zelosos formos por nossa salvação, mais violentamente seremos atacados por nossos adversários. Mas Aquele que habita em nós é mais forte do que aquele que está contra nós” (Sermão sobre a Quaresma). Quaresma, além de ser marcada por essa trajetória de caminhada durante quarenta dias, ela representa o período de 40 anos no qual o povo de Deus caminhou no deserto rumo à terra prometida, ou seja, à vida nova. Para o cristão, a Páscoa – Ressurreição do Senhor – é a vida nova prometida. Quaresma, portanto, é tempo de três realidades: jejum, oração e esmola. Algumas ações concretas devem permear nossa vida durante este período. A vida do cristão deve ser marcada pela volta ao Senhor, isto é, deixar a vida velha de pecado e injustiça e regressar para a salvação, para Deus.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Hino de Completas


Se me envolve a noite escura e caminho sobre abismos de amargura, nada temo, porque a luz está comigo. Se me colhe a tempestade e Jesus vai a dormir na minha barca, nada temo porque a Paz está comigo. Se me perco no deserto e de sede me consumo e desfaleço, nada temo, porque a Fonte está comigo. Se os amigos me deixarem em caminhos de miséria e orfandade, nada temo, porque o Pai está comigo. Se os descrentes me insultarem e se ímpios mortalmente me odiarem, nada temo, porque a Vida está comigo.

Origem do costume


Antigamente os judeus costumavam cobrir-se de cinzas quando faziam algum sacrifício e os nivitas usavam as cinzas como sinal de seu desejo de conversão de uma vida vivida no caminho do “mal” para uma vida com Deus. Nos primeiros séculos da Igreja, as pessoas que queriam receber o Sacramento da Reconciliação na quinta-feira Santa, colocavam cinzas na cabeça e apresentavam-se à comunidade vestidos com um “habito penitencial”. Isto representava sua vontade de se converter. No ano de 384 d.C., a Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos e desde o século XI, a Igreja de Roma impõem cinzas ao iniciar os 40 dias de penitencia e conversão. As cinzas que se utilizam são obtidas queimando-se as palmas,e os ramos usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Isto recorda-nos o que foi sinal de glória se reduz a nada. Também, foi usado o período da Quaresma para preparar os que iam receber o Batismo na noite de Páscoa, imitando Cristo em seus 40 dias de jejum. A imposição das cinzas é um costume que nos recorda que algum dia vamos morrer e que o nosso corpo se converterá em pó. Também nos ensina que todos os bens materiais que temos aqui, se acabam. Na mudança, todo o bem que temos na nossa alma vamos levar para a eternidade. No final de nossa vida, somente levamos aquilo que fizemos em nome de Deus e pelos nossos irmãos. Quando o sacerdote nos impõe as cinzas, devemos ter uma atitude de querer melhorar, de querer ter amizade com Deus.

Arrependei-vos e Acreditai no Evangelho


Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás-de voltar.

Quaresma


Iniciamos o tempo da Quaresma. Tempo de Deus. Tempo de nos deixarmos converter ao Deus centro do nosso existir. Sem cedermos à tentação, ao abandono, ao já gasto. Para vivermos numa óptica que exige ajustes constantes do ser ao Ser. Da vida à vida nova. Ao equilíbrio. À perseverança. À fé. Sem nos deixarmos tentar pela tentação de tentarmos a Deus. Jesus ensina-nos o como. Nós só temos que colocar o sentido e sermos coerentes com a resposta. No espírito da entrega, da renovação, da vida em Deus. Colocando o Senhor no centro.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

5 de Fevereiro. Dia de Santa Águeda


Santa Águeda, virgem e mártir. Nasceu em Catânia, na Sicília, pertencente a uma nobre e rica família que lhe proporcionou, acima de tudo, a riqueza da fé, tanto assim que cedo consagrou sua virgindade a Cristo, seu Amado Esposo. No seu tempo, aconteceu a terrível perseguição dos cristãos por parte o imperador Décio. Santa Águeda, que era uma jovem bela e inteligente, acabou sem querer, conquistando o coração de um jovem, que recebeu o “não” da santa quanto ao matrimônio. Por isso, revoltado, denunciou Águeda como cristã. Diante do juiz ela respondeu quanto à sua origem: "Embora de família nobre e rica, tenho a honra e a alegria de ser serva de Cristo Jesus, meu Senhor e Deus". Foi condenada a torturas e humilhações, dentre elas a de ser entregue a uma velha pervertida e prostituta. Santa Águeda, cheia do Espírito Santo, ficou fiel ao Senhor, até que perguntaram novamente: "O que você decidiu sobre a tua salvação?". Sua resposta foi exata: "A minha salvação é Cristo!". Sendo assim proporcionaram lentos sofrimentos até o martírio em 254, que a levou para os braços do seu Esposo Amado: Jesus. Oração Concedei-nos, Senhor, o amor constante ao Vosso Santo Nome e a graça da perseverança nas coisas do alto durante toda a nossa vida. E pela intercessão de Santa Águeda, dai-nos, Senhor Onipotente, a graça que humildemente vos pedimos (citar a graça). Por Cristo Senhor Nosso, amém.