sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Que sinais (ou contra-sinais) do Espírito na Igreja de hoje?

A imagem da primeira comunidade cristã revela a essência da Igreja. Nela será constante a presença e acção do Espírito que a convoca como a força integradora, que a enriquece com os seus dons e a torna missionária, tanto pela sua existência que atrai pela simpatia que irradia, como pelo anúncio corajoso do Evangelho.
O Espírito Santo está presente no empenhamento diário de viver a vida cristã e de vivê-la com espírito missionário; está presente na canseira da animação missionária para dar às nossas Igrejas uma abertura universal e a todos uma fé viva que, corajosamente, saiba anunciar Cristo a todas as gentes.
O Espírito Santo unifica a Igreja: há grande diversidade de membros na Igreja: diversidade hierárquica e carismática. Há quem manda e quem obedece. Entre os que mandam há quem o faz com o poder universal e outros com poder limitado. Há quem tenha diversos carismas…
O amor unifica a Igreja e o Espírito unifica-a por amor.
O Espírito sopra onde quer. Isto sugere que, em cada um, há carismas próprios para o serviço da Igreja e que Deus oferece os seus dons a todos os que crêem nele. O ser humano, só por si, não consegue entender o mistério de Deus. Precisa da força do Espírito que lhe ilumine a inteligência:
o dom da sabedoria permite encontrar Deus e a sua verdade;
o dom do entendimento apoia-o no conhecimento das verdades reveladas por Deus;
o dom da ciência ajuda-o a descobrir o preciso valor das coisas e das pessoas sem super valorizá-las ou desvalorizá-las.
O Espírito do Senhor está presente na fraqueza humana. O ser humano é inclinado para o mal. A sua vontade pode ser fortalecida pelo Espírito que infunde nela os seus dons:
o dom do conselho para que saiba discernir entre o bem e o mal, o certo e o errado e optar pelo melhor uso da sua liberdade;
o dom da fortaleza sustenta a vontade humana para ultrapassar as dificuldades normais que a própria condição humana contém.
Os dons da piedade e temor de Deus são a expressão do mesmo amor que caracteriza aqueles que aderiram incondicionalmente a Jesus Cristo, numa fé consciente e livre:
pelo dom da piedade, amamos a Deus com o coração de Deus, com o dinamismo do Espírito Santo que é o amor na Trindade;
pelo dom do temor, o ser humano ama tanto que apenas receia não dar a Deus tudo quanto Deus tinha direito a exigir-lhe.
A Igreja necessita de permanente assistência do Espírito que a anima com os seus dons.
São estes dons que manifestam os sinais visíveis do Espírito do dia de hoje assim como os próprios contra-sinais através da não vivência estes mesmos dons.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mãe da confiança

Maria, Mãe da Confiança! Este título tão tranquilizador corresponde ao repetido convite evangélico. " não temas", dirigido pelo Anjo à Virgem e, depois, dirigido muitas vezes por Jesus aos discíplos." Não temas, porque eu estou contigo", diz o Senhor. No ícone de Nossa Senhora da confiança, onde o Menino indica a Mãe, parece que Jesus acrescenta: "Olha para a tua Mãe,e não temas

Deixa-vos guiar por Maria para aprenderes de Jesus Comtemplai-O e deixai que seja Ele a guiar-vos.


"Bento XVI"

sábado, 12 de setembro de 2009

Mt3, 13-17

“Deixa por agora; convém que assim compramos toda a justiça”

Esta frase é de uma aparente simplicidade mas que exige uma profunda meditação para tentarmos alcançar todo o simbolismo desde inicio do mistério de Cristo no mundo onde foi enviado pelo Pai.
Sem ter mancha alguma que purificar, Jesus quis submeter-se como os outros ás legalidades, pois era essa a vontade do Pai.
Jesus., O Filho de Deus, não é pecador, mas identifica-se com a humildade pecadora, Jesus assume assim todos os pecados dos homens que veio salvar.
Será que nós sabemos aceitar que se cumpra a justiça de Deus em nós?
Devemos pois estar confiantes e atentos, pois muitas vezes na solidão das nossas dores, quando nos julgamos abandonados, injustiçados por todos, Deus vem sempre ter connosco e dá-nos o sentido único de vida e de esperança.

domingo, 6 de setembro de 2009

O silêncio

“ A minha relação com o silêncio”


Sempre tentei refugiar-me no silêncio, para me encontrar comigo, descobrir-me questionar, deixar correr as minhas lágrimas que só o silêncio conhece. Na vida agitada de alguns anos passados, sempre senti necessidade de me retirar e ir ao encontro do silêncio porque sei que nele encontro sempre, “o companheiro” da descoberta de Deus.
No silêncio a nossa relação torna-se mais familiar, íntima e Paternal.
Agora, mais que nunca, o ter passado mais tempo em silêncio, cada vez sinto uma relação íntima e estreita com ele, dá-me tranquilidade, serenidade para melhor entender o que Jesus quer de mim.
No silêncio consigo encontrar paz, tranquilidade. Deixar-me invadir por ele é benéfico pois consigo com mais facilidade ouvir o sussurrar no meu ouvido a voz meiga e suave do Senhor Jesus.
Quando no silêncio aos pés da Mãe, Maria Santíssima me ajoelho sinto o afável carinho maternal, uma alegria que quase se pode tocar, mas só no silêncio e em silêncio se consegue.
O silêncio serve-me de refúgio retemperador físico e Espiritual sempre foi e será o meu “calmante”.
Sou um homem sociável, gosto de viver socialmente isso não me aflige, mas esta sociedade do corre-corre do barulho, sem tempo e horas para nada cada vez mais me leva a procurar o silêncio
Dou-me muito bem com o silêncio, não me cansa.
Convido-vos a fazer experiencia.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Será THEOS o mesmo que ABBA

Theos – significando Deus, o mostrar da vida íntima de Deus.
O Novo Testamento grego usa esta expressão singular da palavra Deus, que algumas vezes aparece no plural (ho Theoi). O plural é usado para o hebraico “Elohim” ou o aramaico "Elahin", que é usado várias vezes no Antigo e Novo Testamentos para indicar os diferentes níveis de divindade experimental nos outros reinos, subordinados ao verdadeiro Deus (YHWH). No livro de Daniel, a palavra plural para Deus é usada treze vezes (Daniel 2:47). Jesus fala aos seus ouvintes em João 10:34,35, "Eu disse: Vós sois deuses", sugerindo que os santos são deuses embrionários. Embora geralmente se utilize a forma singular, ela é normalmente expandida com expressões tais como [Ho] Theos [Ho] Aiônios — o Deus Eterno, e Ho Theos Ho Hypsistos — o Deus Altíssimo.
Abbá – “Abbá” significa “Pai” em hebraico.
“Abbá, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Mas não se faça o que Eu quero, e sim o que Tu queres.” (Mc 14, 36)
Jesus revelou que Deus é “Pai” num sentido inédito: não o é somente enquanto Criador: é Pai eternamente em relação ao seu Filho único, o qual, eternamente, só é Filho em relação ao Pai.
“Vós não recebestes um Espírito de escravos para recair no medo, mas recebestes um Espírito de filhos adoptivos, por meio do qual clamamos: Abbá! Pai!” (Rom 8,15)
Theos revela-nos a divindade – Abbá revela-nos a proximidade, o relacionamento dos homens com Deus, somos filhos de Deus.Só S. Marcos nos conserva na própria língua original a exclamação filial de Jesus ao Pai: “Abbá ” que é o nome com que os filhos se dirigem intimamente a seus pais, uma confiança filial semelhante é a que há-de ter todo o cristão na sua vida, e de modo especial na oração.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Faz hoje150 anos que morreu Santo Cura d'Ars

" Nós tornámo-nos indignos de orar; mas Deus, na sua bondade, permite-nos falar com Ele. A nossa oração é o incenso que mais Lhe agrada."

" Meus filhos, o vosso coração é pequeno, mas a oração dilata-a e torna-o capaz de amar a Deus. A oração faz-nos saborear antecipadamente a suavidade do Céu."

Catequese de São João Maria Vianney
Porquê?

Que mal fiz eu Senhor?

...mas não faz mal, sei que Tu me amas isso basta.

Serei fiel a Ti

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Relação entre Encarnação e Paixão

A encarnação é um dos mistérios centrais da nossa fé.
Em primeiro lugar o acontecimento da encarnação – Deus fez-se homem. A humanidade teve o privilégio de assim ter, na igualdade humana, a presença da própria divindade. O nascimento de Jesus Cristo quer dizer que para nós o poder de Deus, o seu amor e a sua vida, o seu próprio ser, tornou-se carne e sangue. Agora, como um de nós partilha a nossa vida e o nosso amor, as nossas alegrias e as nossas misérias, mesmo as agonias da morte. É em Jesus Cristo que o humano e o divino se encontram. Entramos assim no campo do grande mistério da divindade e da humanidade do próprio Jesus Cristo.
Tenho aqui presente alguns números essenciais o Catecismo da Igreja Católica:
“O acontecimento único e absolutamente singular da Encarnação do Filho de Deus não significa que Jesus Cristo seja em parte Deus e em parte homem, nem que seja resultado da mistura confusa entre o divino e o humano. Ele fez-Se verdadeiro homem, permanecendo verdadeiro Deus. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Esta verdade de fé, teve a Igreja de a defender e clarificar no decurso dos primeiros séculos, perante heresias que a falsificavam”[1].
O acontecimento da Encarnação é essencial para podermos abordar o acontecimento da salvação consumado na paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
“Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus. Ele, que era de condição divina, não se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio, assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte, e morte de Cruz.” (Filip 2, 5-8)
Estas mesmas palavras de S. Paulo aos Filipenses mostra-nos a relação perfeita entre o acontecimento da Encarnação e da Paixão. A sua interligação é perfeita e não é possível dissociá-las.
A realização da vontade do Pai passava precisamente, não apenas pelo facto de ser Filho de Deus, para pelos mistério da Paixão dar aos homens a Salvação prometida.
Não podemos pensar a morte de Jesus desvinculada do seu projecto de trazer a vida e vida em abundância para toda a humanidade. Por isso não se pode desligar ou separar a cruz da Pessoa de Deus, e igualmente olhar a cruz como consequência da vida e da história de Jesus. Assim sendo temos que compreender o caminho de Jesus como um caminho teológico, e ao mesmo tempo entendemos verdadeiramente o que significa seguir Jesus.
A Cruz, no dizer de S. Paulo (1 Cor 1,17-23) continua a ser loucura e escândalo. Mas é por meio da Cruz, e sem Encarnação não pode haver Cruz, que Deus, em Jesus Cristo, salva toda a humanidade. Cristo morreu, mas Ressuscitou de entre os mortos, e essa é a nossa esperança – esperança que dá paz e alegria, esperança que dá coragem para carregar diariamente a cruz, no dia a dia da nossa vida.
A cruz é sinal de vitória e de esperança. Na Sexta-Feira Santa lembramo-nos do que custou a Jesus Cristo conseguir essa vitória para todos nós.
[1] CIC n.º 464

domingo, 5 de julho de 2009

A liturgia de hoje apresenta a dificuldade de acção do profeta, que é rejeitado por muitos. Ser profeta é enfrentar a rejeição, a indiferença, asa perseguições e as angustias, a exemplo de Ezequiel, de Paulo e principalmente de Jesus.Todos nós cristãos somos chamados a ser profetas na nossa comunidade e para tal precisamos de agir com convicção e de nos deixarmos orientar pela Palavra de Deus. A mensagem de Jesus hoje revela isso claramente: quanto mais estamos abertos a Deus, mais Ele age em nós.

"porque, quando sou fraco, então é que sou forte"