quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Imaculada Toda Pura


A Imaculada Conceição é segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado.

A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV.

A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como "cheia de graça"), bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho.
Em sua Constituição Apostólica Ineffabilis Deus (8 de Dezembro de 1854), que definiu oficialmente a Imaculada Conceição como dogma, o Papa Pio IX recorreu principalmente para a afirmação de Gênesis 3:15, onde Deus disse: "Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela", assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar à luz o Cristo, que reconciliaria o homem com Deus. O verso "Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti" (na Vulgata: "Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te, no Cântico dos Cânticos (4,7) é usado para defender a Imaculada Conceição, outros versos incluem:

"Também farão uma arca de madeira incorruptível; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura." (Êxodo 25:10-11)

"Pode o puro[Jesus]Vir dum ser impuro? Jamais!"(Jó 14:4)

"Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão." (Deuteronômio 10:3)

Outras traduções para a palavras incorruptível ("Setim" em hebraico) incluem "acácia", "indestrutível" e "duro" para descrever a madeira utilizada. Moisés usou essa madeira porque era considerada muito durável e "incorruptível". Maria é considerada a Arca da Nova da Aliança (Apocalipse 11:19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente "incorruptível" ou "imaculada".

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Reflectindo o Evangelho do 1º Domingo

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento. Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse. Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha; não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir. O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!».


É um fabuloso espectáculo observar as árvores de folha caduca nesta altura do ano. As folhas começam a envelhecer e a mudar de cor. Do verde passam aos vários tons de amarelo, vermelho e castanho. Depois, o vento, com o mais leve toque e a mais suave força, embala-as deixando-as a cobrir o chão. A fragilidade dessas folhas de árvore nada pode face à mais ligeira brisa do vento que sopra.
É curioso que o profeta Isaías também use a imagem das folhas que caem para se referir à nossa vida e à fragilidade que a marca. «Todos nós caímos como folhas secas, as nossas faltas nos levavam como o vento» (1.ª leitura). De facto, somos breves, somos passageiros neste mundo. A Primavera e o Verão passam num instante e depressa chegamos ao Outono. E, para mais, esta nossa fragilidade é acentuada pelas faltas que temos. Daí o convite insistente do Evangelho: «Vigiai».
Num primeiro momento podemos ver nesta vigia uma espécie de preparação para o momento que, mais tarde ou mais cedo, virá a cada um de nós. Todos temos um fim e devemos estar preparados para ele: «Vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento» (Evangelho). Mas o texto do Evangelho vai mais longe. Ele não pretende alertar-nos apenas para o fim da nossa existência terrena. Ele pretende alertar-nos para o momento em que, sem contarmos, encontramos o dono desta casa que é o nosso ser e que a ela volta, aquecendo-a com a sua presença. Quantas vezes já não o teremos encontrado, à tarde, à meia-noite, ao cantar do galo ou de manhãzinha (ver Evangelho) mas, porque desatentos ou a dormir, não o reconhecemos. E ele estava à nossa frente: no rosto de cada um dos nossos irmãos.

Vivendo o Evangelho
Devemos vigiar, vigiar, vigiar. É a recomendação insistente do Evangelho que inicia este novo ano litúrgico. O Senhor vem. Ele quer habitar no nosso ser, na casa que lhe foi destinada desde o nosso baptismo. E normalmente apresenta-se disfarçado. Estejamos atentos, vigiando, para o reconhecer quando Ele nos bater à porta. Sim, porque só Ele tem poder para nos enriquecer em tudo e «nos tornar firmes até ao fim» (ver 2.ª leitura).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Rezar no Advento

Senhor, és o meu Deus,
és a Minha Luz.
Queremos gravar, no coração, de cada um e da nossa família,
o nome bendito do Teu Filho Jesus!
Ao acendermos esta vela recordamos e agradecemos a graça do Baptismo,
a luz pequenina da fé,
que nos abriu os olhos, para o céu.
Recordamos
e agradecemos a Palavra de Deus,
que é farol dos nossos passos
e luz dos nossos caminhos,
sobre este mundo, às vezes,
tão escuro.
Com esta luz que brilha em nós, recordamos
e agradecemos o pão partido da Eucaristia, em que os nossos olhos se abrem para reconhecer a humilde presença de Jesus!
Esta vela acesa, nos guie para aquela intensa luz, vinda do Céu,
que iluminou o coração do Apóstolo Paulo e o transformou
para dar a conhecer o teu Nome
a todos os Povos.
Que esta Luz acesa dentro de nós, nos ajude a dar testemunho de Jesus,
sobretudo onde há trevas de medo, de tristeza e solidão.
Que esta luz acesa nos ajude a esperar, com amor o Natal.
Oh Jesus: sê, para nós,
a verdadeira Luz,
que ao vir a este mundo, ilumina o coração de todos nós!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Senhor Jesus

Tu sabes bem me conheces.
Sabes do que sou feito.
Conheces os meus medos, as minhas contradições e os meus pecados.
Mas mesmo assim, se não tens mais ninguém, Senhor.....
Envia-me a mim como teu mensageiro.

sábado, 26 de novembro de 2011

O que é o Advento?

Chamamos «Advento» ao período das quatro semanas anteriores ao Natal, durante o qual a Igreja nos convida a preparar a festa, chamando-nos à oração e gestos de amor a Deus e ao próximo.

No tempo de Advento, a Igreja revive as «vindas» de Jesus ao seu povo:

· a vinda histórica, em carne mortal, como Menino, no Natal;

· A vinda triunfal, como Senhor, quando o seu Reino se manifestar plenamente;

· A vinda íntima, permanente, ao cristão que prepara o seu coração.

Durante o Advento Jesus vem despertar as nossas capacidades de amor, de oração, de confiança em Deus, de bondade, de solidariedade e de oração que estavam adormecidas no fundo de cada um de nós! Ele vem despertar em nós o amor a Deus e o amor ao próximo. Vem despertar em nós a alegria de sermos amados por Deus.


Chamamos «Advento» ao período das quatro semanas anteriores ao Natal, durante o qual a Igreja nos convida a preparar a festa, chamando-nos à oração e gestos de amor a Deus e ao próximo.

No tempo de Advento, a Igreja revive as «vindas» de Jesus ao seu povo:

· a vinda histórica, em carne mortal, como Menino, no Natal;

· A vinda triunfal, como Senhor, quando o seu Reino se manifestar plenamente;

· A vinda íntima, permanente, ao cristão que prepara o seu coração.

Durante o Advento Jesus vem despertar as nossas capacidades de amor, de oração, de confiança em Deus, de bondade, de solidariedade e de oração que estavam adormecidas no fundo de cada um de nós! Ele vem despertar em nós o amor a Deus e o amor ao próximo. Vem despertar em nós a alegria de sermos amados por Deus.

Advento Marcos 13, 33-37 O que vos digo a vós digo-o a todos: VIGIAI!

O Advento começa com um grito de Jesus, várias vezes repetido:Vigiai!
Põe-te alerta. Prepara-te
O Adevento é o tempo das surpresas. E se não estás atento, vigilante, elas passam-te ao lado e a tua vida fica na mesma.
Vigia, fica atento porque Deus vai aparecer na tua vida.
De surpresa. Onde menos esperas.
De formas que nem imaginas.
Vigia. Prepara-te para o encontrar o inesperado.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Virgem e Mártir


Padroeira da Música, Santa Cecília foi uma jovem de suave beleza que, com inquebrantável força de ânimo e possuída da mais ardente fé, professou e difundiu o Cristianismo.

Interpretada pelos mais notáveis pintores, escultores e poetas, sempre lhe foram atribuídos os mais variados símbolos musicais, embora com particular predilecção pelo órgão. Isso deve-se em grande parte ao carácter religioso que, a partir do século XV, se atribui a este instrumento.

Historicamente as mais antigas referências não lhe conferem dotes particulares de musicalidade. Sabe-se, contudo, que era uma jovem patrícia muito culta, pertencendo a uma das mais ilustres famílias de Roma pelo que, tendo recebido esmerada educação, a prática da música ser-lhe-ía habitual, tocando, provavelmente, algum instrumento mais consentâneo com a sua feminilidade, como a harpa, a lira ou o saltério, pois o órgão, com que tão frequentemente é representada, era ainda um instrumento grosseiro e pouco difundido.

Segundo uma " Paixão " publicada no século V para satisfazer a curiosidade dos peregrinos que visitavam a primitiva Igreja " in Trastévere " dedicada à sua memória em Roma, Cecília, desposada contra vontade por imposição de seus pais, cumpriu o voto de castidade, já anteriormente formulado fazendo saber a Valeriano - o noivo - que a sua alma, bem como o seu corpo, estavam consagrados a Deus.

Valeriano sentiu-se tocado pela pureza daqueles propósitos e, não só prometeu respeitar tais votos, como, procurando o venerando bispo Urbano, que exercia o ministério sacerdotal escondido nas catacumbas, recebeu das suas mãos o baptismo.

Ao regressar, encontrou Cecília em oração e um anjo a seu lado. Este, que tinha duas coroas na mão, colocou uma sobre a cabeça da jovem e a outra sobre a de Valeriano. Penetrado pela graça, o nobre príncipe romano, anima seu irmão Tibúrcio a receber igualmente o baptismo.

Entretanto recrudescia a perseguição aos cristãos e os dois irmãos davam-se à piedosa missão de recolher os corpos daqueles confessores da fé a quem as autoridades imperiais recusavam um lugar nos cemitérios. Pouco depois foram também eles presos e decapitados. Por sua vez, Cecília foi igualmente presa por ter ousado dar-lhes sepultura na sua "vila" da Via Ápia onde, com grande fervor, exercia a caridade acudindo aos pobres e protegendo os perseguidos.

Colocada perante a alternativa de sacrificar aos deuses de Roma ou a morrer, não hesitou e dispôs-se ao sacrifício. Quando, durante os interrogatórios, o prefeito Almáquio lhe lembrava ter sobre ela direito de vida e de morte, respondeu : "É falso, porque podes dar-me a morte, mas não me podes dar a vida."

Almáquio condenou-a a morrer asfixiada por vapor mas, como Cecília sobreviveu a esse suplício, ordenou que lhe cortassem a cabeça. O carrasco, por imperícia ou por ter vacilado ante a serenidade angélica da condenada, depois de três golpes sucessivos não chegou a decepar a formosa cabeça deixando a mártir em dolorosa agonia.



Só passados três dias exalou o último suspiro e todos quantos haviam presenciado o modo sublime como aceitara tamanha provação, convertidos por tal exemplo à mesma fé, suplicavam a sua intercessão para que, na hora suprema, tivessem o mesmo valor e heroísmo por ela demonstrados, mesmo nas maiores angústias.

Nas "Actas" do martírio de Santa Cecília, que se crê tenha ocorrido no ano de 230, lê-se :

Enquanto ressoavam os órgãos, a Virgem Santa Cecília, no íntimo da sua mente, só a Deus se dirigia e cantava : "Permiti, Senhor, que o meu coração e o meu corpo permaneçam imaculados ", tradução da frase original assim iniciada - " Cantantibus organis Caecilia Domino decantabat dicens..." Tomando falsamente a palavra "organis" (designação sumária de instrumento) por órgão, os pintores já no século XV a fantasiavam tangendo-o como acompanhador dos seus piedosos cânticos.

Feita deste modo a primeira iconografia, nada mais natural do que os músicos logo a tenham escolhido para sua protectora.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Apresentação de Nossa Senhora no Templo

A memória que a Igreja celebra hoje não encontra fundamentos explícitos nos Evangelhos Canônicos, mas algumas pistas no chamado proto-evangelho de Tiago, livro de Tiago, ou ainda, História do nascimento de Maria. A validade do acontecimento que lembramos possui real alicerce na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 543, perto do templo de Jerusalém.

Os manuscritos não canônicos, contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância se dedicou totalmente, e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada. Tanto no Oriente, quanto no Ocidente observamos esta celebração mariana nascendo do meio do povo e com muita sabedoria sendo acolhida pela Liturgia Católica, por isso esta festa aparece no Missal Romano a partir de 1505, onde busca exaltar a Jesus através daquela muito bem soube isto fazer com a vida, como partilha Santo Agostinho, em um dos seus Sermões:

"Acaso não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu, foi escolhida dentre os homens para que dela nos nascesse a salvação; criada por Cristo antes que Cristo nela fosse criado? Fez Maria totalmente a vontade do Pai e por isto mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo; maior felicidade gozou em ser discípula do que mãe de Cristo. E assim Maria era feliz porque já antes de dar à luz o Mestre, trazia-o na mente".

A Beata Maria do Divino Coração dedicava devoção especial à festa da Apresentação de Nossa Senhora, de modo que quis que os atos mais importantes da sua vida se realizassem neste dia.

Foi no dia 21 de novembro de 1964 que o Papa Paulo VI, na clausura da 3ª Sessão do Concílio Vaticano II, consagrou o mundo ao Coração de Maria e declarou Nossa Senhora Mãe da Igreja.

Nossa Senhora da Apresentação, rogai por nós!

Falando da última ceia do Senhor

Depois do discurso da Ceia (capítulos 13-16) começa a chamada Oração sacerdotal de Cristo, que ocupa todo o capítulo 17. Denomina-se oração sacerdotal porque Jesus Se dirige ao Pai num diálogo emocionado, em que, como Sacerdote, Lhe oferece o sacrifício iminente da Sua Paixão e Morte. Desta forma revela-nos elementos essenciais da Sua missão redentora e serve-nos de modelo e ensinamento.
A Oração sacerdotal consta de três partes: na primeira (versículos 1-5), Jesus pede a glorificação da Sua Santíssima Humanidade e a aceitação por parte do Pai do Seu sacrifício na Cruz. Na segunda (versículos 6-19), roda pelos seus discípulos, que vai enviar ao mundo para proclamarem a obra redentora que Ele estás prestes a consumar. Por último (versículos 20-26), roga pela unidade entre todos os que hão-de crer n’Ele ao longo dos séculos, até conseguir a plena união com Ele próprio na glória.
A qualidade mais profunda de todo o texto radica na intimidade que Jesus demonstra para com Deus, a quem continuamente chama Pai. Por isso, transcende o tempo e o pesco, pois Cristo dirige-se aos discípulos de todos os tempos. O facto de pronunciar a oração ao Pai em voz alta e diante dos seus amigos é um convite para que participem em tão singular união, entre eles e os crentes das gerações futuras: “Eu não Te peço só por estes, mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por causa da sua palavra, para que todos sejam um, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti.” (Jo 17, 20-21a).
Jesus, nesta oração, pede ao Pai que santifique os discípulos na verdade, do mesmo modo que Ele se consagra por eles. A efusão do Espírito, cuja incumbência se acentua à medida que nos aproximamos do dia de Pentecostes, será a consagração dos discípulos na verdade.
Esta consagração dá ao crente acesso à santidade de Deus e à alegria perfeita, plena e transbordante de Jesus glorificado. Duas condições para atingir esta meta: primeira, manterem-se unidos os discípulos entre si pelo amor, como Cristo com o Pai e o Espírito, pois o amor faz parte essencial da verdade de Deus; segunda, suportar e vencer com esse amor o ódio do mundo, no meio do qual terão que viver os cristãos.
Nesta oração Sacerdotal Jesus roga ao Pai por quantos acreditam n’Ele pelo testemunho da palavra dos apóstolos; isto é, pede pela futura comunidade cristã. A unidade dos seus membros será um sinal que significa diante do mundo a própria identidade e filiação divina de Cristo. Jesus recorda a sua comunhão com o Pai (e o Espírito) como modelo e fonte da unidade eclesial.
Ao mesmo tempo, esta referência trinitária consagra também a diversidade dentro da unidade. Pois se o Pai, o Filho e o Espírito constituem um só Deus, uma só natureza divina, são, no entanto, pessoas diferentes entre si. E à unidade opõe-se a divisão, mas não a pluralidade. União não significa uniformidade, mas comunhão e comunidade.
Ora bem, realizar na Igreja a unidade dentro da diversidade é obra do Espírito Santo, como afirma abertamente São Paulo nas suas cartas, ao ponto da fraternidade entre os membros ser um sinal da comunidade cristã que possui o Espírito de Cristo e actua sob o seu impulso.
A união dos cristãos é um tema de grande actualidade, hoje como ontem. Precisamos do dinamismo da conversão contínua e progressiva à unidade, tanto a nível interno como a nível ecuménico. União primeiro entre os mesmos da mesma igreja, e união, depois, com os cristãos das diversas confissões ou igrejas.
Fiquemos com as palavras do Concílio Vaticano II: “Quando o Senhor roga ao Pai ‘para que sejam um como nós somos um’, abrindo perspectivas fechadas à razão humana, sugere uma certa semelhança entre a união das pessoas divinas e a união dos filhos de Deus na verdade e na caridade. Esta semelhança demonstra que o homem, única criatura terrena a quem Deus amou por si mesma, não pode encontrar a sua própria identidade senão na entrega de si mesmo pelos outros “ (GS 24,3)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

“Eu, prisioneiro no Senhor, peço que vos comporteis de modo digno da vocação que recebestes. Sede humildes, amáveis, pacientes e suportai-vos uns aos outros no amor. Mantende entre vós laços de paz, para conservar a unidade no Espírito. Há um só corpo e um só Espírito, assim como fostes chamados a uma só esperança: há um só Senhor, uma só fé, um só baptismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, que age por meio de todos e está presente em todos.
Cada um de nós recebeu a graça na medida que Cristo a concedeu. Foi Ele quem estabeleceu alguns como Apóstolos, outros como profetas, outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres. Assim, Ele preparou os cristãos para o trabalho do ministério que constrói o Corpo de Cristo.” (Ef 4, 1-12)