Primeiro Concílio de Niceia, em 325. Este Concílio defende a divindade de Jesus contra Ario que tem dificuldade em reconhecer a divindade. É a etapa da conquista dogmática da divindade de Jesus.
Primeiro Concílio de Constantinopla, em 381, em que afirma a consubstancialidade com o Pai. Concentra-se na humanidade de Jesus. Jesus é connosco.
Concílio de Éfeso, em 431, onde se defende a união hipostática. A identidade ontológica de Jesus. Jesus e o Pai são um e o mesmo. O Concílio de Calcedónia, em 451, conquista a dualidade: definição das duas naturezas.
A en-hipostasia. Interpretação de Calcedónia nos dois Concílios seguintes até ao Terceiro de Constantinopla, em 681.
Hipóstase significa, enquanto existência completa, concreta, independente e subsistente.
Na-hipóstase significa situação de carência de personalidade. Jesus humano sem natureza. En-hipóstase indica interioridade. A pessoa humana é personalizada pela pessoa divina. Significa potenciação da pessoa humana.
As três grandes afirmações:
Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Consubstancial ao Pai e a nós mesmos.
Perfeito Deus e perfeito homem.
Há que reconhecer a divindade de Jesus desde a sua plena condição humana, vinculando-a ao seu viver, à Cruz e à Ressurreição.
Deus assume um rosto na pessoa de Jesus. E este rosto é o de um judeu no qual se realiza a vocação do povo de Israel. Todas as nações são chamadas a reconhecer n’Ele a imagem do Deus invisível. Como poderemos admitir um tal paradoxo? Que o Deus invisível, fonte e fim de todas as coisas, Se mostre neste homem de uma forma imediata, neste homem que viveu e morreu durante o governo de Pôncio Pilatos, este é, de facto, o verdadeiro escândalo para os Judeus; eis o que não podia deixar de ser, para os Gregos, uma loucura. Para o cristão, porém, é um mistério que é preciso acolher.
É preciso confessar e viver profundamente a fé, não de uma forma supérflua, mas profunda: o que sabe de profundidade, sabe de Deus.
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